Um brilho novo encheu de modernidade o centro da cidade canadense de Vancouver. Cercado de prédios antigos, do começo do século 20, o Jameson House é o mais novo projeto e primeiro residencial do arquiteto Norman Foster. Apoiado sobre dois antigos prédios da década de 1920, o arranha-céu representa uma intervenção contemporânea na região de rico patrimônio histórico e arquitetônico.
A torre de vidro de Foster reflete modernidade não só na exuberante fachada, mas em seu conceito também. Os 36 andares compõem um edifício misto: os 10 primeiros andares são comerciais, com restaurante, lojas e escritórios, e os 26 restantes, residenciais. A proposta é que a obra sirva de moradia e trabalho. O consumo energético é reduzido dom o uso de uma central própria de co-geração de eletricidade a biodiesel, combinada com sistema de refrigeração por absorção.
O arranha-céu tem quatro eixos principais de extensão progressiva. Os dois primeiros andares são lojas na linha da rua e preservam a fachada dos edifícios antigos. Acima, oito pavimentos de vidro com linhas retas estão no mesmo nível que os prédios vizinhos, conectando-se a eles visualmente. O restante dos andares é igualmente de vidro, mas agora com linhas curvas, que aumentam o número de pontos privilegiados pela vista da Baía Inglesa, e que também tornam o prédio mais resistente ao vento e minimizam o ganho térmico, aproveitando luz e ventilação naturais.
A eficiência ecológica do Jameson House se dá também pelos sete pavimentos mecanizados de estacionamento, dispensando subsolo reservado para esse fim e iluminação e ventilação apropriadas. Os apartamentos do último andar são dúplex, com terraços ajardinados regados por sistema de captação de água da chuva.
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